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29 DE AGOSTO: DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO

29 DE AGOSTO: DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO

A Organização Mundial de Saúde classifica o tabagismo como a maior causa evitável de morte em todo o mundo. O Brasil, sendo um país de extensões continentais, sempre teve estatísticas parecidas com as do restante do planeta e, para mudar esse cenário por meio da conscientização, desde 1986 existe uma lei que estabelece o dia 29 de agosto como o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Ao longo de mais de 30 anos de luta contra o tabaco, a porcentagem de brasileiros fumantes diários caiu de 29% para 12% entre os homens e de 19% para 8% entre as mulheres. É claro que esse dado corrobora que todas as medidas de prevenção, propaganda e difusão de informação são válidas no controle do tabagismo.

No entanto, o Brasil ainda tem 7,1 milhões de mulheres e mais de 11 milhões de homens que fumam. Em todo o mundo, devido ao aumento populacional, em 2015, se estimou que existia 1 bilhão de pessoas que mantinham o hábito de fumar. Entre 2005 e 2015, houve um aumento de 4,7% no número de mortes ligadas ao consumo de tabaco, que representa mundialmente uma estatística assustadora de mais de 7 milhões de mortes todos os anos.

Desde a década de 70, existem estudos que confirmam a associação entre o cigarro e o câncer. O risco de infarto agudo do miocárdio e de acidente vascular encefálico também estão fortemente relacionados ao uso de cigarro, sedentarismo, obesidade, maus hábitos alimentares a carga genética.

A queima do cigarro leva à liberação de cerca de 5 mil substâncias tóxicas. O fumante se coloca numa situação vulnerável às doenças citadas, mas o seu hábito eleva o risco das pessoas com quem ele convive também. Doenças respiratórias em crianças e idosos, como asma e bronquite, podem ser causadas e agravadas pela fumaça produzida pela queima do cigarro no ambiente doméstico.

Para vencer o vício, são fundamentais a força de vontade e a determinação. Para ajudar nesse processo, iniciativas nacionais têm apoiado aqueles que tomaram a decisão de largar o cigarro, provenientes na grande maioria das vezes dos planos de saúde suplementar e do Sistema Único de Saúde (SUS), que mantêm programas de apoio dirigidos a essas pessoas.

Atualmente, o que tem ajudado também é o vasto arsenal terapêutico. Existem medicamentos, terapias individuais ou em grupos, adesivos de nicotina e essa substância disponibilizada nas mais diversas formas. Em paralelo, médicos e pesquisadores seguem em busca de formas mais eficazes de ajudar na diminuição da dependência dos fumantes ao cigarro. E mais novidades vêm surgindo nessa batalha.

Um exemplo é o uso de nicotina em pequenos frascos para ser consumida com o auxílio de um pequeno aparelho chamado cigarro eletrônico, que se tornou moda em muitas partes do mundo. Esses aparelhos utilizam cargas de nicotina que propiciam ao tabagista satisfazer seu vício na substância, mas sem propriamente fumar um cigarro e ficar exposto às substâncias tóxicas presentes nele.

Recentemente, a Cochrane (banco de dados e de estudos científicos) disponibilizou uma revisão que objetivou avaliar o impacto do uso de cigarros eletrônicos na luta contra o tabagismo. Esse trabalho científico confirmou, a partir da avaliação conjunta de dois estudos controlados e randomizados, que o uso de cigarros eletrônicos ajuda, em longo prazo, se comparado a placebo, a diminuir a dependência do cigarro. O benefício parece ser semelhante ao proporcionado pelo uso de adesivos de nicotina.

Por fim, reiteramos que os profissionais que trabalham com pacientes oncológicos vivenciam a luta de milhares de pessoas contra os mais diversos adversários. Tratar um paciente com câncer é uma escolha das equipes de saúde e a missão do Grupo Oncoclínicas, suas unidades e profissionais. Por isso, aproveitando o mote da Campanha de Combate Ao Fumo do Grupo Oncoclínicas, queremos conscientizar a sociedade sobre essa discussão e aconselhamos fortemente que todos abandonem o vício. Atualmente, a responsabilidade pelo mau hábito é principalmente do fumante, mas as consequências são socializadas com muitas pessoas, principalmente suas famílias e as equipe médica e assistencial.

 

Referências:

INCA. Dia Mundial Sem Tabaco 2017: OMS convoca luta em favor da saúde, prosperidade, meio ambiente e desenvolvimento. 2/6/2017. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2017/dia-mundial-sem-tabaco-2017-oms-convca-luta-em-favor-da-saude-prosperidade-meioambiente-desenvolvimento>.

INCA. Estudo diz que cigarro causa uma em 10 mortes no mundo e põe Brasil como ‘história de sucesso’. 6/4/2017. Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2017/estudo_dia_que_cigarro_causa_uma_em_10_mortes_no_mundo_e_poe_brasil_como_historia_de_sucesso>.

McRobbie H, Bullen C, Hartmann-Boyce J, Hajek P. Electronic cigarettes for smoking cessation and reduction. Cochrane Tobacco Addiction Group. 17/12/2014.DOI: 10.1002/14651858.CD010216.pub2. Disponível em: <http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD010216.pub2/abstract>.

Organização Pan-Americana da Saúde – Organização Mundial da Saúde. Tabagismo. Disponível em: <http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=574:tabagismo&Itemid=463>.

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